13/02/2016 07h06 - Atualizado em 13/02/2016 08h25
Juízes 'esqueceram' notas; apuração foi tensa e teve confusão e até prisão.
Sete escolas desfilaram nesta sexta e sábado no Anhembi.
Carolina Dantas, Isabela Marinho, Letícia Macedo e Glauco Araújo
Do G1 São Paulo
As sete melhores escolas de samba de São Paulo voltaram a brilhar no Anhembi, na Zona Norte da cidade, na sexta-feira (12) e na madrugada deste sábado, durante o Desfile das Campeãs. A festa foi marcada pelo samba, a beleza das passistas e por críticas aos jurados.
A
Tom Maior, vice-campeã do Grupo de acesso, foi quem abriu a noite.
Apesar da alegria em voltar à elite, os integrantes da agremiação
tiveram de improvisar para desfilar, pois várias fantasias foram furtadas. “Deixamos na terça na quadra e ontem não estava mais lá", disse a presidente da escola, Luciana Silva.
O
carnavalesco Alex Morenno lamentou o crime e afirmou que precisou usar
fantasias de outros carnavais para a apresentação das campeãs. "Perucas
gigantes foram roubadas, uma pena", afirmou. "Mesmo assim conseguimos
fazer um bom trabalho."
No
desfile das campeãs as escolas não estão sujeitas a punições. Por isso,
a ausência de componentes e até de fantasias são permitidos. O
cronômetro também não é levado em conta.
Vice-campeã
do Grupo de Acesso, a Tom Maior homenageou o compositor Milton
Nascimento em seu enredo. O músico, que havia desfilado com a escola no
Grupo de Acesso, não participou do Desfile das Campeãs. Os destaques
foram a rainha Pâmela Gomes e as ex-participantes do BBB Fabiana
Teixeira e Angélica Ramos.
A
segunda a desfilar foi a campeã do Grupo de Acesso, Mancha Verde.
Homenageando o Mato Grosso, a escola refez o desfile que garantiu seu
retorno à elite sem sua rainha, Viviane Araújo.
Foliões estenderam faixa com o símbolo da Mancha Verde na arquibancada. A taça de campeã do Acesso foi um dos destaques,
desfilando bem perto dos carros alegóricos e dos passistas campeões. O
carnavalesco da Mancha disse que carros da escola têm porte de grupo
especial.
Em
seguida foi a vez de a quinta colocada do Grupo Especial, a Unidos de
Vila Maria, entrar no sambódromo. A escola homenageou a cidade de
Ilhabela, no litoral norte do estado. Dudu Nobre dançou e cantou o samba
da escola da Zona Norte. Antes de entrar na avenida, ele deu uma
palhinha e cantou “A Grande Família”, música-tema da saudosa série de
Lineu, Agostinho e Dona Nenê.
O segurança que foi detido durante confusão na apuração participou do desfile. Márcio Queiroz Bispo disse ter ficado assustado com o tumulto.
"Achei que todos fomos prejudicados. O carnaval de São Paulo é
maravilhoso. Toda escola deveria ter a nota que merece. Um jurado não
poderia deixar de dar uma nota. Defendo a Vila Maria com o meu coração."
Outro destaque foi a bela Dani Bolina.
Ela contou que cortou a fantasia para ficar mais confortável na
virilha. "Depois da apuração tensa, agora é só curtir que estamos aqui
de novo", disse.
A agremiação adiantou o enredo do carnaval 2017: o jubileu de 300 anos de Nossa Senhora Aparecida.
A quarta colocada, Vai-Vai, desfilou logo depois. A campeã do ano passado homenageou a França e teve como um de seus destaques o capitão do penta, Cafu. "Não chegou no objetivo, que era ser campeã, mas conseguiu fazer um bom carnaval", disse Cafu na concentração.
Mestre Tadeu, da bateria da Vai-Vai, criticou os jurados: "Nunca vi um corpo de jurado tão ruim como nós vimos nesse ano. Acabaram com as baterias de São Paulo", disse.
A apuração foi marcada por confusão e briga. Um
integrante da Unidas da Vila Maria chegou a ser preso pela Polícia
Civil. Entre os motivos do tumulto foi o fato de jurados terem
"esquecido" notas da Dragões da Real e da campeã Império de Casa Verde.
Depois de muitas críticas, a Liga Independente das Escolas de Samba divulgou as cédulas dos jurados com suas respectivas justificativas.
FONTE: GLOBELEZA 2016
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