(3ª Parte)
..."Um carnavalesco não precisa ser aderecista, pintor, estilista ou escultor, mas ele precisa de ter a visão geral de todo o processo de confecção de um carnaval."
A UNIDOS DO PROMORAR sempre contou com o trabalho, a ousadia e a dedicação de grandes artistas... os CARNAVALESCOS que, usando de muita criatividade, deram vida e cor aos temas enredos defendidos pela escola na "Dr. Monteiro".
O blog rende homenagens aos carnavalescos (e seus respectivos anos de atuação):
- Dagoberto Araújo
Carnaval: 1993/1994/1995/1996/1997/2000/2002/2006/2007 Assinavam como carnavalescos da escola)
- Marco Maciel - Marquinhos
Carnaval: 1994/1999/2005
- Lizandro Araújo
Carnaval: 2002/2008/2010/2013
Obs: (participação no Carnaval 2002 Assinava com carnavalesco de algumas fantasias)
- Guilherme Medeiros Júnior
Carnaval: 2003/2004
- Junior Agendes e Neto Aspir
Carnaval: 2007
Obs: (Os Carnavalescos Teve uma participação no Carnaval 2007 que Terminarão de algumas fantasias)
- Neto Aspir
Carnaval: 2008
- Fábio Silveira
Carnaval: 2011/2012/2014
- Raniéri Viana Frós
Carnaval: 2015/2016/2017/2019/2020/2022/2023/2024/2025- Ittalo Acosta
Carnaval: 2022
ESTÁ FALTANDO NO ANO DE 1990/1991/1998/1999/2001/2005/2009 NO CARNAVALESCO QUEM TEM PODE ME MANDAR.
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O QUE É UM CARNAVALESCO?
Ser Carnavalesco é uma das funções mais importantes do carnaval. Ele não precisa ser obrigatoriamente homossexual (como a visão preconceituosa da sociedade imagina),
afinal, talento nunca teve sexualidade (existem muitos homens e
mulheres carnavalescas). Um carnavalesco não precisa, obrigatoriamente,
saber desenhar, mas, com certeza, ele precisa ter criatividade, bom
gosto e um bom conhecimento geral de arte. Max Lopes e Joãozinho Trinta
nunca desenharam, mas cada fantasia e cada elemento alegórico que
desfilou em cada um de seus carnavais foi por eles criado, desenvolvido
e aprovado.
Um carnavalesco não precisa ser aderecista, pintor, estilista ou escultor, mas ele precisa de ter a visão geral de todo o processo de confecção de um carnaval. Um carnavalesco não precisa ser letrado e formado nisso ou naquilo, mas ele precisa para que seu trabalho tenha êxito de uma visão cultural abrangente. Não basta apenas uma pesquisa no Google da vida e nas enciclopédias escolares para se desenvolver um carnaval. É preciso bem mais que isso. É necessário muito embasamento cultural, que sabemos nem sempre se aprende nas salas de aula. Além disso, é importante gostar muito de carnaval.
Nem coloco a questão da cultura pensando na confecção das sinopses, já que muitas escolas contam com profissionais para essa função. Penso na cultura geral como desenvolvedora de um enredo, do que dele se aproveitar plasticamente, o que será ala e fantasia, o que será escultura, adereço e alegoria, o que do enredo podemos projetar para um samba-enredo que seja abrangente, melódico, poético e que possa acrescentar a uma bela obra musical.
Falo essas coisas, pois tenho percebido em alguns presidentes de escolas de samba muito pouco conhecimento do que é a figura e a importância do carnavalesco. Não basta dar pinta para ser carnavalesco. Não basta apenas saber desenhar para ser um carnavalesco. Não basta ser um aderecista e conhecer tudo de barracão e já se considerar apto a ocupar a função de carnavalesco.
Um carnavalesco não precisa ser aderecista, pintor, estilista ou escultor, mas ele precisa de ter a visão geral de todo o processo de confecção de um carnaval. Um carnavalesco não precisa ser letrado e formado nisso ou naquilo, mas ele precisa para que seu trabalho tenha êxito de uma visão cultural abrangente. Não basta apenas uma pesquisa no Google da vida e nas enciclopédias escolares para se desenvolver um carnaval. É preciso bem mais que isso. É necessário muito embasamento cultural, que sabemos nem sempre se aprende nas salas de aula. Além disso, é importante gostar muito de carnaval.
Nem coloco a questão da cultura pensando na confecção das sinopses, já que muitas escolas contam com profissionais para essa função. Penso na cultura geral como desenvolvedora de um enredo, do que dele se aproveitar plasticamente, o que será ala e fantasia, o que será escultura, adereço e alegoria, o que do enredo podemos projetar para um samba-enredo que seja abrangente, melódico, poético e que possa acrescentar a uma bela obra musical.
Falo essas coisas, pois tenho percebido em alguns presidentes de escolas de samba muito pouco conhecimento do que é a figura e a importância do carnavalesco. Não basta dar pinta para ser carnavalesco. Não basta apenas saber desenhar para ser um carnavalesco. Não basta ser um aderecista e conhecer tudo de barracão e já se considerar apto a ocupar a função de carnavalesco.
O aprendizado de um carnavalesco acontece quase sempre nos grupos
de acesso ou nas escolas de samba mirim. É por lá que o
profissional-carnavalesco conhece as dificuldades de se colocar um
carnaval na avenida e nesse processo ele vai aprendendo e crescendo
profissionalmente e um dia, numa processo quase natural, os dirigentes
das escolas do Grupo Especial percebem talento e qualidade naquele
artista e o convocam para fazer parte do seleto quadro de carnavalesco
Especial.
Os carnavalescos cariocas Paulo Barros e Paulo Menezes, por
exemplo, seguiram esse mesmo caminho de dificuldades e aprendizado
até chegarem ao reconhecimento especial. Vou citar um nome que já
desponta como uma grata revelação e vem seguindo o mesmo caminho.
Fábio Ricardo, carnavalesco da Rocinha, e por muitos anos assistente
do Max Lopes está batalhando numa escola do Acesso e já tem o seu
talento lembrado por escolas do Especial.
Mas
o carnavalesco, apesar de sua fundamental participação não é o único
profissional de um carnaval. Ele precisa estar bem assessorado, com
assistentes e compreender que um projeto de carnaval tem em sua figura
o grande responsável plástico, mas não é apenas ele o grande nome de
um desfile. Um carnaval não é, nunca foi e nunca será um projeto
pessoal de um artista. Em torno dele existem vários outros
profissionais com o mesma intenção de fazer um grande carnaval.
(continua na próxima...)
FONTE: E. S. UNIDOS DO PROMORAR